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O Mercado de Bens de Luxo na China

Os consumidores do mercado de luxo na China ocupam o terceiro lugar, ficando atrás dos americanos e japoneses e gastando uma média de U$ 6.5 bilhões no ano.  Enquanto nos EUA e Japão a crise convenceu os consumidores de que eles conseguiriam viver sem suas bolsas Fendi, isso não aconteceu na China.

A pesquisa de mercado feita pela Euromonitor mostra que 80 milhões de Chineses migraram para a classe  média até Janeiro de 2007. Até 2020, esse número deve alcançar 700 milhões.  Residentes de colarinho branco que moram na zona urbana ganham cerca de U$ 12.500 ao ano. Apesar de ser um valor baixo para o padrão americano, essa renda na China continental significa que um empregado consegue economizar o suficiente para comprar uma carteira da Gucci, um cinto da Prada ou até mesmo um par de Jimmy Choos.

As marcas de luxo estão trabalhando arduamente para conseguir um pedaço do mercado de consumo maior do planeta. A Versace está investindo mais de U$ 56 milhões na Ásia, com foco específico na China e irá abrir 11 novas lojas na região ainda este ano.Ainda de longe, a marca de maior sucesso é a  LVMH. Ano passado a empresa divulgou um aumento nos lucros de 2%, muito acima do padrão da indústria para o mesmo período, sendo que, a maioria deste crescimento foi justificado pela mercado Chinês. A empresa tem realizado um excelente trabalho de posicionamento de marca, diz Ben Cavender, analista sênior do China Market Research Group. Segundo Ben, a empresa teve sucesso em assegurar uma posição invejável entre os consumidores mais ricos da China, e com a crise financeira sendo agravada no resto do mundo, os consumidores chineses ainda tem dinheiro para gastar.

A imagem de marca da LVMH está baseada na sua herança Européia, e fez isso com tanto sucesso que até beneficiou outras marcas com isto.  A empresa também reduziu os preços mudando a produção para a China mas mantendo os preços de venda inalterados. A Gucci também está aproveitando seu sucesso, atraindo clientes pela primeira vez com acessórios simples e carteiras. Os ricos da China ainda estão se adaptando ao poder da sua moeda, e abordam a compra de bens de luxo sem medo.

Como qualquer empresa privada, a maioria das empresas de luxo mantêm seus números sob sigilo mas com a exceção da Gucci e da Louis Vuitton, que ocupam um lugar no ranking semelhante, algumas marcas estão tendo problemas em atrair os consumidores que desejam.

O maior obstáculo para o sucesso é a ignorância a respeito do mercado Chinês e a variedade de gostos e hábitos de consumos nas diferentes regiões do país. O que é moda em Shanghai é muito diferente do que é moda em Beijing.
A estratégia de varejo também enfrenta desafios. As taxas para os bens de luxo na China continental são altas, com 17,5% de taxa sobre o valor, 10% de taxa de consumo e 24% da taxa de bens de luxo. Como resultado disso, somente um terço de todos os produtos de luxo comprados na China são adquiridos em território continental.

A maioria das compras de mercado de luxo vem dos novos ricos em cidades menores como Dalian, pois estes consumidores enfrentam dificuldades para conseguir vistos para sair do país, e frente a impossibilidade de ir até Hong Kong ou Tókio, eles vão para Shanghai ou Beijing fazer suas compras.
Marcas de sucesso como a LVMH reconhecem que suas lojas na China continental funcionam mais como uma simples divulgação e investem nestas lojas de acordo com isto. Para nomes grandes, o espaço de varejo não é um problema, afinal, estas empresas pagam quase nada pois os grandes Shoppings fazem questão de sua presença para atrair o público.
Contudo, algumas marcas de luxo na China estão cometendo um erro crítico.  Os consumidores de luxo não gostam de comprar na China continental, eles simplesmente não se sentem à vontade nas lojas. O turnover das lojas é alto e os funcionários não são educados sobre os produtos ou marca. Os novos ricos querem comprar produtos de luxo, mas não sabem combiná-los ou como utilizá-los e a equipe de vendas mal treinada, só piora o problema e resulta em perda de confiança na marca por parte do cliente.

A pergunta fica, porque os Chineses continuam a gastar milhares de Yuans em produtos que foram produzidos localmente?
Os Franceses explicam que quando alguém compra a idéia de que um produto particular é luxuoso, fica difícil tirar esta impressão deles, quando você tenta dizer para o seu consumidor que isso não é verdade, ele simplesmente não processa a informação.

Fonte: BrandChannel

Discussão

3 comments for “O Mercado de Bens de Luxo na China”

  1. Posted by Repair | August 30, 2010, 5:28 am
  2. Posted by mazda | August 30, 2010, 5:36 am
  3. Posted by micron | August 30, 2010, 6:01 am

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